sábado, 26 de fevereiro de 2011

Em mim...


As rimas se formam vagarosamente. As palavras se escondem fora de mim. Os meus lados estão cheios e transbordam de figuras que não sei usar. Tento e procuro. Construo e apago. As frases aparentam fábulas que já vi em muitos outros lugares. O branco da parede se enche de quadrados vazios, todos iguais, uniformes. Quem é ela? - Pergunto. No escuro da tela aparece a imagem um pouco apagada, um pouco cansada, um pouco transformada. O tempo modifica, traz os sulcos e as marcas. Ela é um pouco de tudo... em mim.

Imagem by : r3novatio

22 comentários:

Paulo Francisco disse...

Quando tentamos, necessitamos delas - as palvras - e elas somem, nos deixando um branco leitoso na tela...desistimos e na tela negra o reflexo dos nossos sentimentos e angustias...
Adorei o texto
Um beijo.

eder ribeiro disse...

Querida Ilaine, ultimamente vir aqui e no blog da Paula é prazeroso, pois os textos além de poéticos é riquíssimos em imagens, e só gdes escritores consegue issi. Bjos.

Paula Barros disse...

Ilaine, lendo só me veio a imagem de uma romance, onde este trecho pode ser a fala de uma personagem. E caminharia para um belo romance.

beijo

Unknown disse...

A magia das palavras ...

Beijo.

Canto da Boca disse...

Ila, o texto me remeteu imediatamente à busca de um eu que está em algum lugar, que ao longo do caminho foi se mesclando a ele, se reconstruindo, se transmutando, e agora, com as múltiplas referências que atravessaram-na, tornou-se outro eu, ainda um pouco desconhecido, apesar da familiaridade...

Beijinhos!!

Osvaldo disse...

Ilaine;

A imagem desta poesia que se "desfoca" com o tempo leva-me a pensar em algo bom demais que foi perdendo brilho e fulgor com o passar do tempo!...

Quanto à lua que postei no blog, é uma homenagem ao nosso Sertão onde o luar não tem rivalidade em lugar algum do Mundo tão belo ele é!...

bjs, pra ti e aproveito que a Paula e o Eder passaram por cá para lhes enviar as melhores saudações.

bjs, cara amiga.
Osvaldo

Sandra Gonçalves disse...

As vezes nos perdemos em nossas proprias palavras e ai fica dificil refletir em qualquer espelho qulaquer semelhança nossa...
Bjos achocolatados

eder ribeiro disse...

Deu vontade de continuar a história por isso voltei. Permita-me?

As marcas, os sulcos, as linhas disforme no rosto o pancake não esconde, e nem o espelho reflete quem realmente sou. Seriam elas caminhos de uma dor que teima permanecer em desencontros com tantos outros de alegrias. Quem somos senão estas misturas antagônicas. A borracha só apaga os escritos de lápis, e a minha vida é um caderno de anotações escrito de caneta, borrões que não se permite a correção. Por mais que eu passo a toalha no espelho, nunca a imagem de quem eu sou será apagada, mas realmente quem eu sou? Pergunto. Fora do espelho, todas as imagens que de mim dizem dispersam no ar. Em mim há as marcas.

Desculpa a ousadia de "roubá-la" o texto e ousar continuar.

Madalena Barranco disse...

Ilaine querida,

Que bom estar aí contigo, em seu blog, onde mora um pedacinho de sua alma.

Belíssimo texto que conta sobre aquele vazio, que ao ser percebido, já pode ser preenchido pela arte de ser humano.

Obrigada pela sua visita e me perdoe a demora em vir "vê-la".

Beijos,com carinho
Madalena

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Ilaine, dessa vez a sua profundidade conseguiu camuflar o pretendido, fiqui com uma impressão de você, do seu Eu...
Seja como for o seu olhar conseguiu captar, transformar a tua paisagem interna num poema livre...
Um abraço na alma
Beijo

Joice Worm disse...

Saudades de ti, minha linda. Corre já uma mensagem via cibernética. Hehe.
Muac!

Josselene Marques disse...

Ilaine,

Este espaço me transmite paz. Deixo-me levar por seu estilo inconfundível e delicado de escrever.
Obrigada pela visita e pelo elogio ao novo visual do meu blog.
Tenha uma semana abençoada.
Josselene

Francisco Sobreira disse...

Caríssima Ilaine,
Leio o seu texto - do qual sobressai a conhecida capacidade de concisão - e dele extraio, numa visão pessoal, sujeita a um equívoco, o seguinte: a dificuldade de escrevê-lo, com "as palavras (que) se encondem fora de mim", está relacionada com algo íntimo que a perturba. Isso acontece com as pessoas sensíveis que escrevem. Um beijo afetuoso.

Em tempo - Obrigado pelas palavras amáveis em sua visita de hoje no finado Luzes da Cidade.

Anônimo disse...

Oi minha lindeza!
Me desculpe o sumiço mas a briga pelo computador, aqui em casa, está acirradissima.
Bjs.

Benno disse...

Que beleza de imagens. Prazer conhecer as letras de uma minha conterrânea.
Abraço de um distante gaúcho.
Benno

Barbara disse...

Uma linda colcha de retalhos.
Nada fugiu de você.

Carla disse...

Às vezes as palavras brincam de esconde-esconde, e como crianças, vamos à sua caça. Como ficamos felizes quando as (re)descobrimos! Porque, na verdade, (re)descobrimos a nós mesmos...


Bjos

vieira calado disse...

E em todos nós amiga!

Mas é boa a sua reflexão!

Bjs

Anônimo disse...

Fiquei extremamente feliz e sentindo-me lisonjeado ao contar com a atenção e palavras de alguém tão sensível e magnífica como você.Pelo que apreendi nesse seu espaço,nessa sua casa,nesse seu canto, nesse pedaço de você, vejo que o mundo ganha ao te ter por perto! Adorei te ler também, minha querida! E que dessas nossas leituras e jogos de espelhos,quem sabe mesmo de nossas intertextualidades, muitas e muitas palavras possas surgir em mim, em ti, em nós,no mundo!


Bjs,até mais...

Rafael Castellar das Neves disse...

E como o é, Ilanie...muito bom!

[]s

Benno disse...

Agradecido pelas palavras para lá de gentis e pelas boas vindas. Linki você lá nos Noites Insones em Claro. Beijo

Madalena Barranco disse...

Obrigada querida Ilaine - beijos mil, meus e da turminha de bruxas do Morango - hehehe.
Madalena